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Descrição:

Revista Brazuca apresenta a nova cena de Pernambuco

"Pernambuco embaixo dos pés e minha mente na imensidão!"*

A cena musical moderna de Pernambuco é provavelmente a mais vanguarda do Brasil desde a década de 90, quando Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e outros grupos deflagraram o Manguebeat, último grande movimento musical brasileiro e influência para a sonoridade das novas gerações.

O Manguebeat teve como proposta fundir ritmos tradicionais pernambucanos, como o maracatu, o coco e a ciranda, com elementos contemporâneos da música americana, africana e jamaicana, como o hip hop, o afrobeat e o dubwise. O símbolo do movimento é uma antena enfiada na lama do mangue, bioma do Recife e de Olinda, onde vivem os chamados mangueboys, que captam e emitem a fertilidade e a diversidade da música popular da periferia para o centro, e deste para outros centros e periferias do mundo.

Com a precoce morte do líder Chico Science em 1997, o movimento se desnorteou, mas seus integrantes continuaram a reinventar intensamente suas matrizes rítmicas e melódicas. E trouxeram e produziram novas influências para a sonoridade pernambucana e brasileira, reveladas em grandes festivais musicais, a exemplo do Abril Pro Rock e do Recbeat.

Ao lado do "maracatu atômico" da Nação Zumbi e do samba combativo do Mundo Livre S/A, outros sons compuseram a base da cena musical pernambucana das últimas duas décadas: o punk do morro do Devotos, o rap com embolada do Faces do Subúrbio, o baile folclórico do Mestre Ambrósio, a poesia cênica do Cordel do Fogo Encantado, o carnaval e o cotidiano olindenses da Eddie e do Bonsucesso Samba Clube, as batidas periféricas do DJ Dolores, as letras lisérgicas de Otto e muitos outros...

A partir dessas matrizes, novos artistas e grupos surgiram na última década, reprocessando gêneros de diferentes formas. Para além dos sons regionais, as bandas continuaram cada vez mais a misturar ritmos nacionais como o frevo, a bossa, o samba e o ca

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em 18.08.2010 às 11h59


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