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Poema da anunciação

Vim hoje mostrar-me
O que sempre fui
O que sempre vim a ser.
Vim. Eu e meu bigode
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As coisas fartas do dia-a-dia,
O desespero farto,
Não o desespero delírio-poeta.
O desespero pelo que há de vir para seus filhos
O desespero por ver brotar o que plantamos,
O medo.
O medo farto, abundante, desregrado de nós mesmo.

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Esse conteúdo foi criado e postado por:

Philippe Wollney

Autorizado por:
Fundarpe

em 05.04.2009 às 23h39


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poesiapernambucana, poesiamarginal, poesiacontemporanea

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