Poema da anunciação
Vim hoje mostrar-me
O que sempre fui
O que sempre vim a ser.
Vim. Eu e meu bigode
Anunciar
As coisas fartas do dia-a-dia,
O desespero farto,
Não o desespero delírio-poeta.
O desespero pelo que há de vir para seus filhos
O desespero por ver brotar o que plantamos,
O medo.
O medo farto, abundante, desregrado de nós mesmo.
O que sempre fui
O que sempre vim a ser.
Vim. Eu e meu bigode
Anunciar
As coisas fartas do dia-a-dia,
O desespero farto,
Não o desespero delírio-poeta.
O desespero pelo que há de vir para seus filhos
O desespero por ver brotar o que plantamos,
O medo.
O medo farto, abundante, desregrado de nós mesmo.
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