28.02.2012 - 15h00
Divulgação
Grupo Bongar foi uma das atrações do polo Petrolina
A Secretaria de Cultura e Fundarpe, ao lado da Secretaria de Turismo e Empetur, foram os órgãos do Governo do Estado diretamente ligados à realização do Carnaval 2012. O trabalho envolveu também as prefeituras dos 22 municípios parceiros: Águas Belas, Arcoverde, Belém do São Francisco, Bezerros, Catende, Goiana, Ipojuca, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Nazaré da Mata, Paudalho, Pesqueira, Petrolina, Salgueiro, Surubim, Tamandaré, Timbaúba, Trindade, Triunfo, Vitória de Santo Antão, além de Recife e Olinda. Coube às prefeituras, como contrapartida aos cachês dos artistas que tocariam em seus municípios, a montagem da estrutura de palco, som, luz e camarim. Através de uma convocatória, cerca de 800 projetos foram inscritos, mais de 500 foram habilitados e 567 apresentações foram oferecidas ao público, em todos os polos (entre shows de palco e cortejos de rua, somando aos artistas convidados).
A Secretaria de Cultura do estado tomou como uma missão estratégica garantir, na grade do Carnaval, a presença em maior número dos artistas pernambucanos (90% do total de artistas de palco e 100% dos cortejos de rua foram de Pernambuco). Não só os diretamente ligados ao Carnaval (aconteceram 166 cortejos de rua, com orquestras de frevo, grupos da maracatu, caboclinhos, etc) mas também à música autoral contemporânea dos mais variados gêneros e ritmos. Em cada um dos polos carnavalescos havia a presença de um produtor da Fundarpe, que estava ali para auxiliar a produção dos municípios. Na maioria dos casos, houve êxito na parceria e os shows transcorreram sem problemas. Em alguns poucos municípios, houve atraso na montagem do palco ou problemas por conta de equipamentos inadequados ao nível técnico das bandas contratadas.
A Secretaria de Cultura reforça que a construção de uma programação como a do Carnaval é uma batalha cultural. Um processo que vem sendo aprimorado a cada ação. Ao longo do ano de 2011, a Secult/Fundarpe realizou o circuito Pernambuco Nação Cultural (incluindo o Festival de Inverno de Garanhuns) e, neste caso, foi responsável não só pela programação, mas também pelos palcos e toda infra-estrutura. No caso do Carnaval e São João, o Governo, através da Secult/Fundarpe e Setur/Empetur, adota o modelo de parceria com as prefeituras, pois são elas que realizam estas festas em suas cidades.
No caso específico da Secretaria de Cultura, a parceria interessa muito mais pela oportunidade de reforçar uma política cultural, garantindo música de qualidade e a circulação dos seus artistas. Não é o caso de simplesmente contratar e pagar cachês. A preocupação é promover a descentralização da produção musical e o intercâmbio das bandas e grupos, fortalecendo a cena artística em suas diversas linguagens. A programação de todos os polos foi montada a partir de diálogos e muita negociação entre estado, prefeituras e artistas. A avaliação da Secult/Fundarpe sobre o carnaval é positiva, no sentido de que os shows contratados foram muito bem recebidos pela população do interior. Uma troca satisfatória que levou artistas para cidades onde nunca tiveram a oportunidade de tocar e shows diferenciados para um público que nem sempre tem a chance de assistir.